
Para falar de Diagnósticos, precisamos citar o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) da Associação Psiquiátrica Americana. Esta que é responsável pela formação de equipes constituídas por diversos especialistas como equipes tarefas, para a condução da revisão desta classificação de transtornos mentais, que atualmente se encontra em sua 5º edição, o DSM 5 TR (texto revisado). Vale citar que os critérios diagnósticos atuais são as melhores descrições disponíveis, de como os transtornos mentais são expressos e podem ser reconhecidos por profissionais da área da saúde treinados (Psicólogos e Psiquiatras), assim como, demais profissionais (médicos de outras especialidades, enfermeiros, educadores físicos, nutricionistas, etc.), que se associam a vários aspectos dos cuidados de saúde mental.
O Diagnóstico serve como um mapa ao clínico, e contribui para compreensão de fatores importantes do desenvolvimento e curso da doença. Assim como, condução clínica e tratamento, encaminhamentos e trocas com demais profissionais, possibilitando que “falem da mesma língua”, com relação aos cuidados necessários ás pessoas acometidas.
Erros na condução de diagnósticos podem levar a prejuízos e danos ao paciente, financeiros, emocionais, etc. A critica sobre os rótulos diagnósticos podem ser bons exemplos de potenciais conduções iatrogênicas, onde ao invés de causar benefícios, leva o paciente ao prejuízo.
Um profissional bem treinado, se utiliza do DSM como uma das ferramentas diagnósticas, mas não, a única dentro do processo clínico. Pensar no paciente para além de eventuais diagnósticos, é um passo importante da evolução terapêutica a que se propõe a Psicoterapia.
Para além de patologias, há um ser humano. O Diagnóstico é sim, uma ferramenta imprescindível para a busca do melhor tratamento, caso haja patologias existentes. Desconsiderá-lo pode vir a recair sobre negligencia, á depender das variáveis existentes no caso de algum paciente.
Do outro lado, patologizar indivíduos indiscriminadamente também levará á negligencia.
Busque sempre um profissional qualificado e de sua confiança para realizar uma avaliação cuidadosa e empática.
Referencia Bibliográfica:
American Psychiatric Association: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Text Revision. Washington, DC, Associação Psiquiátrica Americana, 2022.